Navarro, o Pedro evangelista do caos!

15/07/2025 Mesmo sabendo que é inexistente, gastei um bom tempo tentando entender a lógica por trás do tarifaço trumpiano. Passei vários dias lendo jornais, revistas e papers acadêmicos recentes, principalmente dos EUA. O consenso geral é de que não há lógica alguma, apenas "sound and fury"; como tudo que cerca o fascismo, a argumentação trumpista não passa de embromação rasteira destinada a enganar seu bovino rebanho. Mas o tempo dedicado às leituras não foi em vão. Não descobri lógica, mas encontrei o falsário por trás da não lógica, uma espécie de Posto Ipiranga do fascista alaranjado. Tão picareta quanto Paulo…

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O doce sabor da rachadinha

15/07/2025 A notícia do dia é que o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente atualmente a uma pata e meio casco da Papuda, reagiu mal, muito mal, à atuação do procurador Paulo Gonet, que apresentou ao STF o relatório final pedindo a condenação do pai do senador. Segundo Flávio, o procurador só poderia ter ingerido “altas doses de Diazepam” para formular tal petição. A frase foi proferida com aquele tom de indignação típico de quem, envergando a camisa amarela da seleção, enxuga lágrimas com a bandeira do Brasil. Trata-se, como muitos certamente prefeririam esquecer, de uma cena difícil de apagar…

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O autoexílio do verme

14/07/2025 Acabo de assistir a um vídeo de Eduardo Bananinha em estado de possessão cívica. Olhos vermelhos, esbugalhados, órbitas saltadas, narinas enevoadamente esbranquiçadas. Nele, o herdeiro careca da familícia anuncia, entre convulsões retóricas e lampejos místicos, seu autodesterro. Num gesto de sacrifício épico, totalmente tiktokeano, oferece seu corpo à pátria, decidido a resgatar a democracia brasileira. Para tanto, afirma que deixará a Câmara dos Deputados e fincará pé nos Estados Unidos. Disse ele que se entrega por um ideal superior, por uma missão revelada, ao que tudo indica, em sonho. Trata-se, possivelmente, de um daqueles sonhos que o Altíssimo envia…

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A república do algoritmo e o abismo à nossa frente

12/07/2025 Durou pouco mais de 48 horas o mundo em que Donald Trump, ao anunciar um tarifaço contra o Brasil, lançou, sem saber ou se importar, o mais eficaz dos mísseis contra seus próprios devotos bolsonaristas: um tiro direto no peito dos ricos que o veneram e o defendem com o fervor típico do colonialismo mental. Essas 48 horas de sanidade coletiva foram possíveis enquanto o cheiro da pólvora ainda sensibilizava o que restava de razão e lucidez na sociedade brasileira. A parte sadia de nosso tecido social conseguiu, ainda que de forma efêmera, demonstrar à parte adoecida que o…

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