O doce sabor da rachadinha

15/07/2025 A notícia do dia é que o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente atualmente a uma pata e meio casco da Papuda, reagiu mal, muito mal, à atuação do procurador Paulo Gonet, que apresentou ao STF o relatório final pedindo a condenação do pai do senador. Segundo Flávio, o procurador só poderia ter ingerido “altas doses de Diazepam” para formular tal petição. A frase foi proferida com aquele tom de indignação típico de quem, envergando a camisa amarela da seleção, enxuga lágrimas com a bandeira do Brasil. Trata-se, como muitos certamente prefeririam esquecer, de uma cena difícil de apagar…

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O autoexílio do verme

14/07/2025 Acabo de assistir a um vídeo de Eduardo Bananinha em estado de possessão cívica. Olhos vermelhos, esbugalhados, órbitas saltadas, narinas enevoadamente esbranquiçadas. Nele, o herdeiro careca da familícia anuncia, entre convulsões retóricas e lampejos místicos, seu autodesterro. Num gesto de sacrifício épico, totalmente tiktokeano, oferece seu corpo à pátria, decidido a resgatar a democracia brasileira. Para tanto, afirma que deixará a Câmara dos Deputados e fincará pé nos Estados Unidos. Disse ele que se entrega por um ideal superior, por uma missão revelada, ao que tudo indica, em sonho. Trata-se, possivelmente, de um daqueles sonhos que o Altíssimo envia…

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Embaichapeiro e a diplomacia da autoembananação

10/07/2025 O futebol é rico em metáforas. Há expressões carregadas de sabedoria ancestral que, de tão precisas, mereceriam figurar como disciplina obrigatória nas academias de Direito e nas cátedras de Filosofia Política. Uma dessas expressões, quase um provérbio do gramado, ensina com acurada precisão que se "pode deixar o perna de pau sozinho, que ele se marca". À primeira vista, soa como zombaria pueril contra algum caneludo desprovido de intimidade com a bola. Mas, em sua aparente trivialidade, reside a chave para decifrar figuras de notável inapetência intelectual. É o caso — ou melhor, o caso perdido — de Eduardo…

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Trump, tarifas e o fantasma dos BRICS

09/07/2025 Donald Trump, a anomalia histórica que hoje ocupa a cadeira presidencial da maior potência militar do planeta, decidiu mirar sua retórica bravateira contra o Brasil: uma taxação de 50% sobre nossas exportações. A motivação? Nenhuma que resista a dez minutos de exame sério. Mas Trump não se guia por lógica econômica, e sim por uma lógica de espetáculo, de performatividade agressiva. Antes de mais nada, convém recordar quem é esse personagem ancião-juvenil-mimado que, do alto de sua vomitativa laranjice, quer reger a ordem mundial. Donald J. Trump é, oficialmente, um criminoso sentenciado três vezes, em três casos distintos. Primeiro,…

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