No Carnaval, a avenida é poder

Edward Magro | 16/02/2026 Ainda bem que, guiado pelo faro apurado e por seu instinto político singular, o presidente Lula decidiu estar na Sapucaí para acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói. Foi um gesto de presença que, somado à sua participação nos carnavais do Recife e de Salvador, revelou uma sintonia fina com o pulso do país. A resposta popular veio como o Brasil costuma oferecer: com espontaneidade, carinho, afeto e calor humano. Se recorrermos a uma metáfora de outra paixão nacional, o futebol, Lula não apenas marcou um golaço; protagonizou um daqueles lances raros em que o jogador…

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A ânsia persistente por uma nova Lava Jato

Edward Magro | 27/01/2026 Há dois dias, a chamada mídia hegemônica repete, ad nauseam, que o presidente do STF, Edson Fachin, trabalha com a hipótese de retirar da Corte a condução do caso Banco Master. Nesta noite, O Globo avançou um passo além ao afirmar que o próprio Fachin teria dito que a “tendência” é o caso não permanecer no Supremo. A insistência não é casual nem inocente. Quando a repetição se converte em anúncio, já não se está diante de mera especulação jornalística, mas de um recado explícito. E o recado, convém dizer com sobriedade, é grave. A discussão…

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Domingo domingou, e domingará muito mais

Edward Magro | 24/09/2025 Acompanhar a vida política brasileira costuma ser tarefa exaustiva. O espetáculo mais frequente não se faz de grandes decisões de Estado, mas de intrigas miúdas, chantagens calculadas e negociações de bastidores tão repetitivas que, além de se autoesgotar, nos esgota a todos. Tudo isso embalado em selfies e lives broxáveis, como se o fascismo local, em sua versão galinha verde, acreditasse que a transmissão contínua do ridículo pudesse convertê-lo em grandeza. De tempos em tempos, contudo, algo se desloca. Raros como estrelas visíveis em noites paulistanas, surgem dias em que a história decide se mostrar de…

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Bananinha, líder da minoria na caverna de Ali Babá

Edward Magro | 17/09/2025 Os portais hoje exibem o crime cometido ontem pela Câmara. Não foi propriamente uma sessão legislativa, mas uma assembleia na caverna de Ali Babá, onde quarenta, ou talvez mais, ladrões redefiniram as regras do jogo e resolveram legislar sobre sua própria impunidade, decidindo como não julgar e como não punir criminosos travestidos de parlamentares. Inventaram uma espécie de autoanistia preventiva, cuidadosamente redigida para assegurar que criminosos de paletó e gravata continuem frequentando o plenário em vez de celas. Nessa Câmara bolsonarista, no pós-Arthur Lira, a criminalidade política alcançou proporções tais que, se nos permitirmos uma comparação…

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