A ânsia persistente por uma nova Lava Jato

Edward Magro | 27/01/2026 Há dois dias, a chamada mídia hegemônica repete, ad nauseam, que o presidente do STF, Edson Fachin, trabalha com a hipótese de retirar da Corte a condução do caso Banco Master. Nesta noite, O Globo avançou um passo além ao afirmar que o próprio Fachin teria dito que a “tendência” é o caso não permanecer no Supremo. A insistência não é casual nem inocente. Quando a repetição se converte em anúncio, já não se está diante de mera especulação jornalística, mas de um recado explícito. E o recado, convém dizer com sobriedade, é grave. A discussão…

0 comentário

Domingo domingou, e domingará muito mais

Edward Magro | 24/09/2025 Acompanhar a vida política brasileira costuma ser tarefa exaustiva. O espetáculo mais frequente não se faz de grandes decisões de Estado, mas de intrigas miúdas, chantagens calculadas e negociações de bastidores tão repetitivas que, além de se autoesgotar, nos esgota a todos. Tudo isso embalado em selfies e lives broxáveis, como se o fascismo local, em sua versão galinha verde, acreditasse que a transmissão contínua do ridículo pudesse convertê-lo em grandeza. De tempos em tempos, contudo, algo se desloca. Raros como estrelas visíveis em noites paulistanas, surgem dias em que a história decide se mostrar de…

1 comentário

Bananinha, líder da minoria na caverna de Ali Babá

Edward Magro | 17/09/2025 Os portais hoje exibem o crime cometido ontem pela Câmara. Não foi propriamente uma sessão legislativa, mas uma assembleia na caverna de Ali Babá, onde quarenta, ou talvez mais, ladrões redefiniram as regras do jogo e resolveram legislar sobre sua própria impunidade, decidindo como não julgar e como não punir criminosos travestidos de parlamentares. Inventaram uma espécie de autoanistia preventiva, cuidadosamente redigida para assegurar que criminosos de paletó e gravata continuem frequentando o plenário em vez de celas. Nessa Câmara bolsonarista, no pós-Arthur Lira, a criminalidade política alcançou proporções tais que, se nos permitirmos uma comparação…

0 comentário

Celebrar a morte de fascista é dar vida ao fascismo

Edward Magro | 15/09/2025 Neste fim de semana, num misto de autoflagelação e crueldade contra mim mesmo, decidi assistir a alguns vídeos do recém-assassinado Charlie Kirk. Do que vi e ouvi, mesmo que esgotasse todos os adjetivos pejorativos do Aurélio, mesmo que os dispusesse em fila indiana, um a um, como cadáveres num cortejo malcheiroso, ainda assim a enumeração seria insuficiente para descrever sua hedionda e repulsiva figura. Sua performance, em essência, é a maldade humana transformada em espetáculo, a perversão condensada na figura de um influenciador fascista típico. E, no entanto, mesmo diante de alguém tão repugnante, não encontro…

0 comentário