Baila rancor, baila!

Edward Magro | 03/09/2025 O Tarcísio, como se diz lá no Espigão, "pode até ser burro, mas besta ele não é". O que ele faz, nos palanques em que se exibe e nas manchetes que fabrica, transmitindo a imagem e a sensação de que luta pela anistia de Bolsonaro, não passa de um bailado manco, um tango sem bandoneón, um baião sem sanfona, um minueto sem orquestra. É fogo-fátuo que arde sem queimar, que se mostra sem existir. Ele sabe perfeitamente que não há anistia possível para Bolsonaro, pois qualquer lei nesse sentido encontraria, sem demora, a lata de lixo…

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O julgamento e a República em disputa

Edward Magro | 01/09/2025 Amanhã não será apenas o segundo dia de setembro de 2025. Também não será apenas a primeira terça-feira do mês. Tampouco será o dia em que a temperatura oscilará entre 15 e 26 graus em Carapicuíba, conforme vaticina o Climatempo. O dia será mais quente; será um todo, e não apenas uma terça parte, e não será o segundo dia, mas o primeiro de uma etapa auspiciosa que se abre na vida da democracia brasileira. Pela primeira vez, um ex-presidente e a cúpula de generais que o acompanharam são chamados a responder por uma conspiração golpista.…

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O que vem depois da fala que destrói?

Edward Magro | 06/08/2025 Quem viu ontem parlamentares da extrema-direita com esparadrapos na boca no Congresso talvez tenha sentido um breve alívio: “Ufa! Ao menos, por um instante, calados”. Mas o gesto, embora farsesco, não é inofensivo. Ali estavam alguns dos mais prolíficos disseminadores de mentiras, teorias conspiratórias, difamações e discursos de ódio, sempre amparados pela imunidade parlamentar e pela retórica da liberdade de expressão. Há anos, suas falas circulam livremente por redes sociais, rádios, canais religiosos e tribunas. Nenhum foi silenciado; pior ainda, poucos foram responsabilizados — o que, em democracias maduras, representa o mínimo esperado. É curioso, e…

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O louco, o blefe e… truco ladrão!

Edward Magro | 30/07/2025 Ao abrir esta crônica, preciso deixar algo muito claro. Poucos personagens da história recente conseguiram converter o ridículo em método com tamanha eficácia quanto Donald Trump. Seu governo não representa um desvio de rota: é a encarnação crua da engrenagem imperial estadunidense, sem maquiagem nem meias-palavras. Onde antes havia verniz diplomático, ele expôs a grosseria. Onde havia cálculo, ostentou impulsos. Trump não rompeu o sistema; ele o revelou. A justiça ianque falhou e não o prendeu. O Trump rancoroso do segundo mandato foi apenas a versão intensificada do primeiro. Fascista é assim: quando não é pendurado…

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