Os tocáveis e os intocáveis de Trump

20/07/2025 Jamil Chade, em sua coluna de hoje, relata que Staffan Lindberg, um sueco sóbrio e pouco dado a histerias tropicais, lhe afirmou que, se as coisas seguirem no atual compasso, os Estados Unidos deixarão de ser considerados uma democracia já em 2026. Não se trata de um palpite de mesa de bar. Lindberg é chefe do V-Dem, programa da Universidade de Gotemburgo que avalia, com denso rigor, a saúde democrática dos países mundo afora. O aviso aturde. Afinal, não é todo dia que uma república outrora símbolo da democracia — mesmo com todas as suas contradições coloniais — resolve…

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O coração podre do império, apodrece!

19/07/2025 Ora, ora, quem diria? Ou melhor: quem ousaria dizer que Donald Trump, o messias dos milionários, converteria a Presidência dos Estados Unidos numa máquina silenciosa de enriquecimento privado, operando com a frieza e a audácia de um criminoso de guerra?Quem poderia imaginar que o criminoso sentenciado e apenado em 454 milhões de dólares por fraude financeira usaria o Salão Oval como caverna de Ali Babá?É inacreditável. No entanto, a verdade é que o fascista alaranjado, aspirante ao trono imperial do globo, utiliza sua influência, seus decretos e sua rede social como instrumentos meticulosos para manipular mercados e engordar os…

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Navarro, o Pedro evangelista do caos!

15/07/2025 Mesmo sabendo que é inexistente, gastei um bom tempo tentando entender a lógica por trás do tarifaço trumpiano. Passei vários dias lendo jornais, revistas e papers acadêmicos recentes, principalmente dos EUA. O consenso geral é de que não há lógica alguma, apenas "sound and fury"; como tudo que cerca o fascismo, a argumentação trumpista não passa de embromação rasteira destinada a enganar seu bovino rebanho. Mas o tempo dedicado às leituras não foi em vão. Não descobri lógica, mas encontrei o falsário por trás da não lógica, uma espécie de Posto Ipiranga do fascista alaranjado. Tão picareta quanto Paulo…

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A república do algoritmo e o abismo à nossa frente

12/07/2025 Durou pouco mais de 48 horas o mundo em que Donald Trump, ao anunciar um tarifaço contra o Brasil, lançou, sem saber ou se importar, o mais eficaz dos mísseis contra seus próprios devotos bolsonaristas: um tiro direto no peito dos ricos que o veneram e o defendem com o fervor típico do colonialismo mental. Essas 48 horas de sanidade coletiva foram possíveis enquanto o cheiro da pólvora ainda sensibilizava o que restava de razão e lucidez na sociedade brasileira. A parte sadia de nosso tecido social conseguiu, ainda que de forma efêmera, demonstrar à parte adoecida que o…

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