Há, entre nós, um país que se recusa a se enxergar em quem sobe

Edward Magro | 29/07/2025 Vivemos um daqueles raros momentos históricos que, em tese, mereceriam celebração: desemprego em queda livre, massa salarial em alta, fome recuando ao nível do erro estatístico e uma classe média que, depois de longos anos de recesso, volta a admitir novos membros. Um país em ascensão, diriam os entusiastas — merecedor, talvez, de uma nova capa da Economist, a bíblia do liberalismo mundial. Um Brasil que, pela primeira vez em muito tempo, consegue fazer da esperança um dado empírico, compartilhado, vivenciado no dia a dia, e não apenas uma palavra decorativa em discursos oficiais. Para que…

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Quando a França disse basta!

24/07/2025 A decisão anunciada há pouco pelo presidente Emmanuel Macron, de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina na próxima Assembleia-Geral das Nações Unidas, é mais do que uma boa notícia: trata-se de um gesto histórico, digno de ser celebrado com a intensidade dos momentos que rasgam a couraça da história. Representa um golpe certeiro na armadura diplomática de Israel, há décadas corroída pela arrogância da impunidade. O gesto francês, mais do que uma celebração simbólica da luta do povo palestino, consagra uma derrota amarga para o regime nazissionista de Benjamin Netanyahu e seu gabinete composto, integralmente, por sanguinários criminosos de…

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Tornozeleira com o mapa do inferno

22/07/2025 Queria ter acordado hoje com o desejo manso de escrever uma crônica leve, alegre, divertida — dessas que me provocam riso enquanto escrevo, como quem descansa as ideias inspiradoras num jardim de palavras. No entanto, fui dormir ontem sob o peso da notícia amarga de que o ministro Luiz Fux tentara livrar a cara do miliciano genocida, esse verme rastejante que encarna o que há de mais abjeto na história social brasileira, figura que é, ao mesmo tempo, pai e filho da ruína moral e institucional contra a qual, com muito esforço, ainda lutamos para reverter. Quase não dormi.…

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O coração podre do império, apodrece!

19/07/2025 Ora, ora, quem diria? Ou melhor: quem ousaria dizer que Donald Trump, o messias dos milionários, converteria a Presidência dos Estados Unidos numa máquina silenciosa de enriquecimento privado, operando com a frieza e a audácia de um criminoso de guerra?Quem poderia imaginar que o criminoso sentenciado e apenado em 454 milhões de dólares por fraude financeira usaria o Salão Oval como caverna de Ali Babá?É inacreditável. No entanto, a verdade é que o fascista alaranjado, aspirante ao trono imperial do globo, utiliza sua influência, seus decretos e sua rede social como instrumentos meticulosos para manipular mercados e engordar os…

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